Pedro Bento continua a senda de participar nas 10 provas de BTT mais duras do Mundo. O professor de educação física em Almeirim esteve recentemente na Yak Attack, no Nepal, uma prova com 400 quilómetros, dividida por dez dias, e onde a altitude máxima chega aos 5416 metros. Fazer as dez provas de BTT mais duras do Mundo, segundo as revistas da especialidade, é um dos objectivos de vida de Pedro, que já completou cinco. A primeira foi na Costa Rica, depois no Canadá, a terceira em Itália, a quarta no Chile e, em Novembro deste ano, no Nepal, onde foi o primeiro Português a chegar ao ponto mais alto do mundo em que é possível passar com uma bicicleta. A organização desta prova só permite 50 inscrições e Pedro Bento fez parte dos que participaram. Mongolia Bike Challenge, na Mongólia, ou o Crocodile Trophy, na Austrália, serão os próximos desafios.

Quando é que se iniciou no BTT?

Iniciei nesta modalidade em 1997.

E porquê o fascínio pelas provas de BTT mais duras do Mundo? 

Este fascínio começou após a minha primeira prova deste género na Costa Rica, La Ruta de los Conquistadores. Fiz esta prova em 2007 e a partir dessa altura decidi que queria fazer as 10 provas por etapas que são consideradas, pelas revistas da especialidade, como as mais duras do mundo. Recentemente terminei a minha 5ª prova.

Esteve recentemente no Nepal, na Yak Attack. Como correu a prova?

A prova correu de acordo com as expectativas, tendo cumprido o principal objectivo que seria o de me tornar ‘Finisher’ e o de ser o 1º Português no ponto mais alto do mundo em que é possível passar com uma bicicleta. Os objectivos extradesportivos passam por conhecer um país diferente, culturas diferentes e principalmente fazer novas amizades e reencontrar amigos que já participaram comigo noutras provas no estrangeiro.

Quais foram as maiores dificuldades sentidas?

A partir do momento em que subimos acima dos 3500m de altitude comecei a ressentir-me da falta de oxigénio, e quando foi a etapa da passagem aos 5416m o frio foi outro dos grandes problemas, a temperatura baixou para os -15º. Os problemas mecânicos também estiveram bastante presentes nesta prova: travões que não funcionavam devido à altitude, raios partidos, furos e problemas na suspensão foram alguns dos problemas.

Qual é a próxima ‘etapa’?

Possivelmente será o Mongolia Bike Challenge na Mongólia ou o Crocodile Trophy na Austrália.

Como se prepara para um desafio destes?

É necessário uma preparação muito específica e com alguns meses de antecedência, normalmente 6 a 5 meses de treinos. Muito treino na serra mais alta de Portugal e muitas horas por semana a pedalar (entre 15 a 25h).

O que mais aprecia nas pessoas?

A pontualidade e a frontalidade.

O que detesta nelas?

Detesto que reclamem demais, há pessoas que reclamam de tudo mas também não fazem nada para inverter a situação, simplesmente colocam a culpa dos seus azares nos outros.

Lema da vida?

Carpe Diem – que significa aproveitar o momento, aproveitar ao máximo o agora, apreciar o presente.

Viagem de sonho?

Gostaria muito de visitar o Butão, país que se situa entre a India e a China.

Se os sete pecados fossem oito, qual seria o oitavo?

O oitavo para mim é a política sem princípios.

Se pudesse alterar algum facto da História de Portugal qual alteraria?

Não alteraria nada, a nossa história é o nosso tesouro Nacional. Somos dos países do mundo com uma das histórias mais interessantes e mais antigas.

Prato preferido?

Uma dourada escalada com batata cozida e vegetais.

Livro de cabeceira?

O Alquimista de Paulo Coelho.

Acordo ortográfico. Sim ou não?

Não. Prefiro a forma antiga de escrever.

Download PDF