Aos 28 anos, Raquel Marques, ou Rakelita, como se identifica no facebook, é a única mulher da região a praticar Enduro, modalidade de motociclismo praticada em pistas todo-o-terreno. Natural de Aveiro e a morar actualmente em Tomar, Raquel começou a praticar esta modalidade há cerca de dois anos, embora a paixão pelas motas venha desde pequena. “Foi amor à primeira vista e só sosseguei assim que comecei andar”, confessa Raquel, que se prepara para participar no 1° Enduro Internacional Feminino, prova que se realiza amanhã, 12 de Novembro, no aeródromo Vilar de Luz, na Maia.

Quando despertou este seu interesse pelo Enduro?

Comecei esta modalidade há cerca de dois anos, mas a paixão pelas motas vem desde pequenina. Foi uma paixão que me foi incutida pelo meu avô materno. O gosto pelos motociclos sempre esteve presente na família, mas nunca tinha seguido a modalidade de tão perto: vi e, sem dúvida, foi amor à primeira vista porque só sosseguei assim que comecei a andar.

Foi difícil o seu início na modalidade?

Não foi fácil porque nunca tinha andado de mota, não sabia colocar mudanças. Mas em pouco tempo comecei a aplicar-me mais e a treinar com o meu namorado (Bruno Marante), que também é praticante, e depressa comecei a ganhar ritmo. De treino para treino vai-se notando cada vez mais a evolução. Sou uma menina cheia de garra e rápido aprendi… com muita paciência. Infelizmente não consigo estar presente em todas as provas que gostaria por causa da mota com que ando, uma Honda XR de 1994, a 4 tempos, muito pesada e que não é fácil de todo de manobrar.

Qual foi a primeira prova em que participou?

A minha primeira prova foi realizada em Sandim (Gaia) numa resistência de duas horas. Já este ano estive presente no Brasil, para uma prova de enduro só feminina. Foi um orgulho enorme representar as cores do meu país. Fomos seis portuguesas. Foi uma sensação única que irei guardar para toda a vida. A mota com que ando é mais para enduros de clássicas (motas antigas) mas tenho mostrado que nada é impossível e vou participando em todas as provas que consigo.

Qual é a próxima prova em que vai participar?

Vou estar presente no 1° Enduro Internacional Feminino a disputar dia 12 de Novembro, no aeródromo Vilar de Luz, na Maia. Trata-se de uma prova que se vai realizar pela primeira vez em Portugal. A minha participação é graças ao trabalho todo que a Mónica Perpétua, a criadora do grupo ‘Ninfas do O Road’ do qual faço parte, tem feito. Sem ela, nada disto seria possível… Vamos ter pilotos de vários países a competir. Confirmadas estão já muitas presenças de pilotos internacionais, tais como espanholas, brasileiras, francesas, italianas e possivelmente dos Estados Unidos e Colômbia. Para mim, como atleta, é sem dúvida um orgulho enorme ter a possibilidade de estar presente.

As ‘Ninfas do OffRoad’ é um grupo composto exclusivamente por mulheres praticantes de enduro, nascido há cerca de um ano e meio, com o propósito de reunir todas as enduristas de Norte a Sul de Portugal, federadas ou não. Estas pilotos têm vindo a participar de forma regular em competições, passeios, provas mistas e até provas internacionais.

Que expectativas tem para a prova de dia 12?

As minhas expectativas para a prova da Maia são elevadas, porque sei que se conseguir obter bons resultados vou conseguir assim mais alguns apoios e isso nesta modalidade também é muito importante pois é um desporto muito caro. Por isso, tenho de deixar um agradecimento especial a todos os meus patrocinadores e todos aqueles que se têm juntado a mim para me ajudar, em especial a família, amigos e conhecidos.

Até onde quer ir na modalidade?

Neste momento, quero estar presente no máximo de provas que conseguir. Não gosto de perder, sei que os resultados também vão aparecendo pois nada cai do céu. Sem força e dedicação nada se consegue.

Lema da vida?

O importante não é vencer sempre, mas sim lutar todos os dias.

Viagem de sonho?

A de sonho, já fiz ao Brasil quando fui fazer a prova, mas gostava muito de ter a oportunidade de ir ao Havai.

Se pudesse alterar algum facto da História de Portugal qual alteraria?

Não alteraria nada. História é história, seja ela má ou boa.

Prato preferido?

Arroz de Cabidela.

Livro de cabeceira?

‘As palavras que nunca te direi’.

Música?

We found love, de Rihanna.

Acordo ortográfico. Sim ou não?

Não.