Portugal está hoje mais forte. É um país mais credível. Apresenta-se com um Governo capaz e determinado e apoiado na sua ação por uma maioria parlamentar dos partidos de esquerda, sem que nenhum destes partidos, Partido Socialista, Bloco de Esquerda, Partido Comunista Português e Partido Ecologista Os Verdes, tenha perdido a sua identidade. Portugal é hoje uma Democracia mais madura.

Podemos afirmar que inspira confiança; nos portugueses em geral e nas famílias em particular, que recuperaram rendimentos das pensões e rendimentos do trabalho também por via do aumento do salário mínimo que muitos apontavam como fator determinante para que a economia se afundasse, mas que provou exatamente o contrário; mas também inspira confiança nos investidores que olham para a estabilidade governativa como um incentivo para investir em Portugal.

Várias empresas internacionais anunciaram que se irão fixar em Portugal e outras brevemente o irão fazer com o compromisso de criar emprego qualificado. Mais e melhor emprego, como tem afirmado o Primeiro Ministro. Mas a confiança dos investidores também pode ser atestada através dos dados divulgados na última semana pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) quando nos veio objetivamente demonstrar que Portugal teve o maior crescimento económico desde o início do século; que este se deveu “sobretudo à aceleração do investimento” que registou o maior crescimento dos últimos dezanove anos; que asexportações registaram o maior crescimento dos últimos sete anos e que o seu peso no PIB se elevou para os quarenta e três por cento.

Portugal está também mais credível porque, ao mesmo tempo que a economia portuguesa alcançou estes resultados, a dívida pública apresentou a maior queda dos últimos 25 anos. Desde 1992 que não apresentava resultados tão expressivos. Maior credibilidade e mais confiança também têm trazido resultados positivos ao emprego em Portugal. De acordo com os últimos dados do INE, a taxa de desemprego apresenta o valor mais baixo desde julho de 2004; o número de portugueses desempregados apresenta o valor mais baixo desde abril de 2004; a taxa de desemprego jovem apresenta o valor mais baixo desde setembro de 2008; o número de jovens desempregados apresenta o valor mais baixo desde fevereiro de 1998; a taxa de emprego apresenta o valor mais alto desde setembro de 2008; e a população empregada apresenta o valor mais alto desde fevereiro de 2010.

Não obstante os dados mostrarem que a situação dos jovens, nomeadamente no que diz respeito à empregabilidade, à educação e à inclusão social, apresenta resultados mais favoráveis, necessitamos de continuar a trabalhar para que estes possam alcançar mais e melhores condições de estabilidade que lhes permitam ter uma vida com mais autonomia e mais segurança.

Também a situação dos desempregados de longa duração, nomeadamente daqueles que são considerados novos se atendermos ao aumento da esperança média de vida e simultaneamente velhos para voltar a entrar no mercado de trabalho, nos deve levar a procurar novas soluções e a reafirmar compromissos; mas deve igualmente mobilizar os empregadores para que façam uso dos incentivos que o Estado português coloca à sua disposição e para que integrem, nas suas empresas, estes novos que ainda não são velhos. Como em tudo na vida a moeda tem sempre duas faces. Como seria bom, neste tempo de renovação, se cada um de nós conseguisse ter a capacidade e a humildade de refletir sobre o que se passa à sua volta e agir de acordo com os valores que lhe dão sentido à vida.

É importante falar dos sucessos que Portugal e os portugueses têm vindo a alcançar. Com a consciência de que há ainda muito por fazer e do longo e nada fácil caminho que temos, todos, para percorrer. Não devemos deixar de falar nos sucessos. Assim como não podemos deixar abrandar a convicção, a vontade e a capacidade de empreender. É esse o compromisso maior que temos com os nossos concidadãos e, em consciência, connosco próprios.

Idália Serrão

Deputada do PS eleita por Santarém