“A 22ª edição do Mês da Enguia, que decorreu no concelho de Salvaterra de Magos, de 1 de Março a 1 de Abril, terminou com um balanço muito positivo, pois foram milhares as pessoas que nos procuraram, dinamizando a economia local e também pela divulgação do concelho e do seu património, conseguida junto dos órgãos de comunicação social de dimensão regional e nacional, nomeadamente nos três canais de TV generalistas”, avança nota da autarquia enviada ao Correio do Ribatejo.

Nos 32 dias de certame foram consumidas 5,5 toneladas de enguias nos 21 restaurantes aderentes das diversas localidades do Concelho, um pouco menos que no ano transato, tão desfavoráveis foram neste período as condições climatéricas.

Segundo o Presidente da Câmara Municipal de Salvaterra de Magos, Hélder Manuel Esménio, “o sucesso desta edição do Mês da Enguia, num mês onde quase não parou de chover, é a demonstração de que temos conseguido valorizar este evento e que a qualidade alcançada é reconhecida por todos quantos nestes dias rumam ao concelho de Salvaterra de Magos”.

Enguia frita com arroz de feijão, ensopado ou caldeirada foram os pratos favoritos, mas as inovações, como Espetada de Enguias, Enguias à Lagareiro ou Enguias Grelhadas, com ou sem Torricado, continuam a conquistar o paladar dos visitantes.

A Feira de Artesanato e Produtos Tradicionais ganhou um novo impulso ao elevar o seu estatuto a um patamar nacional, tendo contado com a presença de uma centena de artesãos e produtores de vários pontos do país. A variedade dos produtos expostos voltou a encantar os visitantes que ali encontraram peças em madeira, barro, vime, porcelana, tecido, pele, doces, compotas, licores, vinho, pão, mel, salgados, enchidos tradicionais, entre muitos outros.

A animação da Feira foi bastante diversificada com a presença de diversas associações, colectividades e grupos do Concelho e de fora, com momentos de música, folclore, teatro de marionetas, desporto, dança,  marchas, além dos espectáculos “As Canções da Maria”, stand-up comedy com Aldo Lima e a dupla Ricardo & Henrique.

“As associações, colectividades e comissões de festas juntaram-se, mais uma vez, a esta organização, enriquecendo a programação pela dinamização de um conjunto de actividades que promoveram as nossas gentes, os seus usos e tradições”, refere o mesmo comunicado.

A Falcoaria Real, a Casa Típica Avieira, o Museu “Escaroupim e o Rio” e as cinco exposições patentes em diferentes espaços municipais, a par dos passeios de barco no Rio Tejo, fizeram as delícias dos apreciadores da nossa boa gastronomia.