No passado dia 09 de Abril, o Núcleo de Santarém da Liga dos Combatentes promoveu uma cerimónia de homenagem a todos os que constituíram o Corpo Expedicionário Português e se bateram por Portugal durante a Grande Guerra.

O cerimonial, que evocou o Centenário da Batalha de La Lys, contou com as mais diversas forças vivas da cidade de Santarém e decorreu no Jardim das Portas do Sol, junto ao monumento do ‘Soldado Desconhecido’.

No evento, o presidente do Núcleo de Santarém da Liga dos Combatentes, sargento-chefe de Cavalaria, Carlos Pombo, recordou este momento “doloroso e heróico da História de Portugal”.

“Doloroso porque nele se misturou a morte e o sacrifício de uns e o abandono de outros. Heróico porque o “Soldado Português”, demonstrou ter conseguido ultrapassar e superar as mais severas e difíceis condições advindas do terreno no campo de batalha. Resistindo até ao limite das suas próprias forças físicas, e das munições, contra a ofensiva lançada por um poderoso inimigo a nível do seu efectivo e em material bélico. Acabando assim o nosso Corpo Expedicionário Português por conseguir resistir e retardar ao máximo o seu avanço das Forças contrárias, embora com um final trágico, tendo o nosso Corpo Expedicionário sido dizimado”, considerou.

O responsável leu ainda uma mensagem alusiva ao acto do Tenente-General Joaquim Chito Rodrigues, presidente da direcção central (Nacional) da Liga dos Combatentes. Findas as intervenções, seguiu-se a deposição de flores junto ao Monumento do Soldado Desconhecido, e uma prece realizada pelo Padre Francisco Ruivo.

A cerimónia culminou com um minuto de silêncio, em respeito e em Evocação ao Centenário da Batalha de La Lys, por forma a garantir-se a perenidade desse momento singularmente doloroso e heróico da História de Portugal.

A Liga dos Combatentes nasceu precisamente após o final da Grande Guerra com os objectivos da promoção dos “Valores Superiores” do país a prática da solidariedade para com os “Combatentes”, “Famílias” e “Órfãos” dos que se bateram na “Grande Guerra”. Hoje assim contínua lutando pelos mesmos ideais patrióticos, morais, sociais e cívicos, relativamente aos Combatentes da Guerra do Ultramar e das Operações de Paz e Humanitárias.